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A Casa do Alpendre Permacultura, é um coletivo de pessoas que buscam por em prática os princípios da permacultura urbana, agroecologia e economia solidária nas suas relações de consumo e troca através da autogestão. O espaço escolhido para desenvolver essas práticas é uma casa localizada no Butantã, zona oeste de São Paulo. O coletivo atua na casa desde 2010, e desde o início vem realizando diversos cursos e oficinas de permacultura, num formato em que os participantes obtém todo o aporte teórico necessário ao desenvolvimento de cada técnica e o sentido de sustentabilidade que elas carregam. Além disso, eles tem a oportunidade de realizar na prática as atividades propostas pelos cursos e oficinas. Com o acúmulo de experiências ja realizadas, a Casa ja conta com uma grande diversidade de estruturas permaculturais, que ilustram de forma concreta as diversas possibilidades de soluções ecológicas que podem ser aplicadas no meio urbano. Os principais cursos e oficinas realizados pelo coletivo foram:

– Telhado Vivo
– Filtragem de Água com zona de raízes
– Aquaponia
– Captação de água da Chuva
– Compostagem orgânica
– Minhocário
– Horta vertical

 

Abaixo, alguns vídeos que mostram um pouco do universo da permacultura urbana e da Casa do Alpendre:

 

Casa do Alpendre no Canal Futura

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=j-xoW5XWIQM

Utopia no Quintal – Permacultura e Cidade

O morador e membro da Ikobé – Cooperativa de Bioconstrução, Lucas Ciola concedeu entrevista ao jornal Estadão sobre uma importante estratégia de reuso da água nos espaços urbanos: Filtro Biológico de tratamento de águas cinzas associado a um lago de carpas no espaço Casa do Alpendre.

(…) “Educador ambiental, o morador Lucas Ciola, de 30 anos, desenvolveu um sistema de filtragem de água com cinco etapas. Da pia, a água escorre por um cano até um galão cheio de fungos e bactérias que consomem a poluição e a transformam em nutrientes. Dali, a água vai para uma caixa com carvão, brita e plantas, que assimilam a poluição como se fosse adubo.

A penúltima etapa é uma caixa d’água com plantas que filtram metais pesados e peixes que comem resíduos sólidos. “Cada caixa é um ecossistema”. Por fim, a água cai em um lago criado no quintal, onde carpas nadam tranquilamente. “Entro nessa água todo dia. Com ela, cultivo alface, almeirão e outras hortaliças hidropônicas”, afima Ciola.” (…)

 

Para ler a matéria completa, acesse o link abaixo:

http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,filtragem-cria-lago-de-carpas-com-agua-da-pia-imp-,1579043

 

Para maiores informações sobre a Ikobé – Cooperativa de Bioconstrução, acesse AQUI

 

Assista aqui o vídeo com a entrevista:

 

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De 13 a 15 de dezembro vai rolar o II Festival do Filme Anarquista e Punk de São Paulo e o Coletivo Sem Nome vai participar com:

Sistematização do Encontro Internacional do Ciclovida  + Construção da Cisterna de Ferrocimento 
(Documentário | 40 min | 2013 | Coletivo Sem Nome | São Paulo/SP)

Em janeiro de 2012, um encontro internacional do Ciclovida aconteceu no Assentamento Mandu Ladino, com o objetivo de criar um espaço/momento para que os grupos participantes pudessem compartilhar experiências libertárias e conhecimentos em agroecologia, bem como para a construção de equipamentos de infraestrutura para um dos lotes do Assentamento, sede do Ciclovida no Ceará. Esse vídeo apresenta de forma sistematizada os principais conteúdos relacionados ao encontro: das motivações, organização e autogestão no seu desenrolar, até as perspectivas políticas compreendidas de forma mais ampliada.

+ CONVERSA COM “COLETIVO SEM NOME” SOBRE AS PERSPECTIVAS E ENCAMINHAMENTOS DO ENCONTRO E AS SEMENTES CRIOULAS

Domingo, 15/12 – 14:30 | SALA 2

 

Maiores informações é só acessar o site do evento: http://anarcopunk.org/festival/?page_id=196

Segue abaixo a programação resumida do evento!!!

 

PROGRAMAÇÃO RESUMIDA |para ver sinopses dos filmes e resenhas das atividades, acesse Programação Completa

* * *

SEXTA, 13 DE DEZEMBRO

A partir das 19hs | ABERTURA

* Exibição de curta-metragem panorama do Festival 
Sarau “Sangue, Suor e Poesia Libertária”
* Apresentação de Juntas na Luta (rap feminista)

* Abertura das exposições de fotografia de Marina Knup, desenhos de Kika, Nanu Alves e quadros deJuliano Angelin

* * *

SÁBADO, 14 DE DEZEMBRO

A partir das 11:00 | Oficina de produção audiovisual,
com Coletivo Rua de Fazer  [inscrições pelo email festival@anarcopunk.org]

*

SALA 1

14:15 | Una parte de la historia del rock y las culturas subterraneas en Tucumán y Argentina
e curta: Harina Acrata

15:30 | Sessão temática: De TIPNIS ao Santuário dos Pajés

17:00 | Rede Extremo Sul + O Muro da Vergonha

18:00 | Com Vandalismo
e curtas (A)Partidários e Anarcovândalos em Townsville
seguido de debate com Ativismo ABC, Biblioteca Terra Livre e Rede Extremo Sul

*

SALA 2

14:00 | Bibliotecas em Espaços Autônomos: Biblioteca Terra Livre

14:20 | Sessão Guerra Civil Espanhola – seguido de debate com Biblioteca Terra Livre

16:30 | A Voz do Trabalhador Livre: As Judias Anarquistas

17:45 | Squat Pantano Revida – O Filme

20:00 | Exibição do vídeo produzido na oficina de audiovisual, por Coletivo Rua de Fazer

*

ESPAÇO DE CONVIVÊNCIA

21:00 | Apresentação teatral: Trupe da Lona Preta

* * *

DOMINGO, 15 DE DEZEMBRO

*

A partir das 11:00 | Oficina de Câmera Pinhole com Renato (Coletivo Cultive Resistência)

[inscrições pelo email festival@anarcopunk.org]

* é necessário levar filme fotográfico

*

SALA 1

14:00 | Dos Canibais

15:00 | I Ruas de Fazer – Jardim Bandeirantes, Começou a Luta
e curtas: CICAS e Janela

16:00 | ESTRÉIA | 4F – Nem Esquecimento, Nem Perdão

18:10 | Conspirando Gritos Libertários
e curtas: Carne Perro e Caracas en Moto

19:20 | Beyond The Screams
e curta: Educatio, Omnis

*

SALA 2

14:30 | Sessão Encontro Ciclovida
Seguido de conversa com Coletivo Sem Nome

16:30 | Caminhada Anarcológica JF e Aos Berros: Movimento Punk em Juíz de Fora

18:00 | Feminismo Negro Contado em Primeira Pessoa
e curta: Negra Lésbica
Seguido de debate com Do Morro Produções, realizadoras e participantes dos filmes

Seminario Divulgacao das mesas

Reprodução do blog Desculpe a nossa fAlha.  Para ler o originial, clique aqui.

Por Lino Bocchini

O logotipo proibido e Otavinho Vader, uma de nossas fotomontagens originais

O logotipo proibido e Otavinho Vader, uma de nossas fotomontagens originais

O disputa jurídica Folha X Falha vai ser julgada em 2ª instância na próxima quarta-feira, dia 20 de fevereiro, pela 5ª turma de desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo. Você pode se perguntar: “Ótimo, sorte pra vocês. Mas o que essa briga da Folha com a Falha tem a ver comigo?”. Tudo. É fácil entender, por gentileza perca mais 2 minutos e leia esse texto até o final. Segundo o próprio juiz de 1ª instância, Gustavo Coube de Carvalho, trata-se de um caso sem precedentes no Brasil. Nunca antes um grande veículo conseguiu tirar do ar judicialmente um site ou blog que o criticasse. Na ausência de jurisprudência em solo nacional, o magistrado chegou a citar casos dos EUA –onde, aliás, paródias assim são permitidas.

A alegação central da empresa da família Frias é a de que a Falha fazia “uso indevido da marca”, e que o logotipo e o nome registrado eram parecidos demais com os originais. Acontece que para toda blogosfera nacional, para organização Repórteres sem Fronteiras, pro relator da ONU para a liberdade de expressão, para o Financial Times e outros veículos internacionais de peso, pro Marcelo Tas, para deputados federais de 10 partidos, pro Gilberto Gil e até para Julian Assange, paródias e críticas como as feitas pela Falha não são motivo para censurar ninguém.

Há quase 100 anos, Barão de Itararé satirizou o jornal “A Manhã” criando a “A Manha”. De lá pra cá dezenas de outros casos, no Brasil e no exterior, foram na mesma linha –lembra da “Bundas” de Zirado, que parodiava a “Caras”? E, desde os tempos do Barão de Itararé, ninguém censurou ninguém. Mas aí vieram os barões de Limeira.

Estamos fora do ar a pedido do jornal desde outubro de 2010, com uma ameaça de multa diária de R$ 1.000 caso voltemos. O juiz que concedeu a liminar foi até “bonzinho”: o pedido original da Folha era de uma multa de R$ 10 mil por dia se continuássemos no ar com nossas críticas. Esse site, o Desculpe a Nossa Falha, não contém nada do que estava no site original. Em 1ª instância o final da censura foi negado, e agora vamos ao segundo round. A decisão final abrirá uma jurisprudência, ou seja: em casos semelhantes no futuro, os juízes devem basear sua decisão em um caso anterior semelhante já julgado em definitivo. O que for decidido na batalha Folha X Falha vai balizar decisões futuras. E é aí que mora o perigo.

Precedente perigoso: essa charge do Angeli, publicada na Folha poucos dias após sairmos do ar, poderia ser censurada pelo Mc Donald´s, utilizando-se dos mesmíssimos argumentos que o jornal usou contra nós

Precedente perigoso: essa charge do Angeli, publicada na Folha poucos dias após sairmos do ar, poderia ser censurada pelo Mc Donald´s, utilizando-se dos mesmíssimos argumentos que o jornal usou contra nós

O embate central é entre a versão da Folha, que pratica censura travestida de proteção à marca versus a versão da fAlha, que evoca a liberdade de expressão. Em caso de vitória do jornal, o precedente que se abre é tão grave que joga contra a própria empresa, que poderá ser processada e condenada em publicação de algumas charges ou colunas do Zé Simão, por exemplo. A própria advogada Taís Gasparian, que assina o processo de 88 páginas contra nós (irmãos Mário e Lino Bocchini), em 2009, fez outra avaliação. Ao defender José Simão contra um processo que tentava censurá-lo, escreveu: “tratar o humor como ilícito, no fim das contas, é a mesma coisa que censura”. Assinamos embaixo.

Defesa pública da censura

O julgamento da quarta que vem será interessante. Começa às 9h, e haverá sustentação oral dos advogados de cada parte. Será a primeira vez, desde o começo do processo, que algum representante da Folha vai falar, defendendo a censura publicamente. Qualquer um pode assistir, é só estar na 5ª turma do TJ-SP às 9h. A presença da imprensa também é permitida, naturalmente. E, a exemplo do julgamento do chamado Mensalão, seria muito interessante uma transmissão ao vivo –mas, para isso, algum veículo de imprensa tem que solicitar ao TJ, e o mesmo deve autorizar.

Por fim, um pedido singelo: por favor ajude-nos a divulgar o caso. Reproduza esse texto no seu blog, facebook ou twitter, ou então escreva sobre o tema com suas próprias palavras. Se animar, de repente vá acompanhar o julgamento ao vivo. Por motivos óbvios, a imprensa convencional irá ignorar o caso. Daí nosso apelo. Obrigado.

Reprodução do site Reporter Brasil de 30/01/2013

 

Justiça suspende reintegração de posse do assentamento Milton Santos

Decisão ocorreu com base em recurso impetrado pelo INSS em conjunto com o Incra; medida não encerra o caso, mas evita despejo do assentamento que poderia acontecer logo

 

O Tribunal Regional Federal da 3ª região (TRF-3) determinou, na noite desta terça-feira (29), a suspensão da reintegração da área onde está o assentamento Milton Santos, entre as cidades de Americana e Cosmópolis, no interior de São Paulo. A decisão da Justiça ocorreu com base em recurso suspensivo impetrado pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) em conjunto com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Wellington Diniz, superintendente do Incra em São Paulo, confirmou que a reintegração de posse foi suspensa. “Nossos procuradores entraram junto com o INSS com uma medida cautelar pedindo a suspensão”, disse por telefone à Repórter Brasil.

Segundo ele, no entanto, o imbróglio jurídico envolvendo o assentamento Milton Santos ainda não está encerrado. “Uma vez suspensa a liminar, há agora uma batalha do INSS junto com o Incra, que vai, sobretudo, provar que a área é do INSS e derrubar de vez essa decisão judicial. O INSS reivindica parte do processo, dizendo que o terreno é deles e que não há motivo para contestar”, aponta.

No final do ano passado, o TRF-3 havia concedido a reintegração de posse da área em favor da Usina Ester S/A, que mantinha um contrato de arrendamento com o grupo Abdalla na mesma área onde vivem, há 7 anos, 68 famílias assentadas pela reforma agrária.

O prazo para os agricultores do assentamento deixarem a área se encerrava na quarta-feira (30), dia a partir do qual a Polícia Militar poderia realizar uma remoção à força dos ocupantes do local. O Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Comuna da Terra Milton Santos, nome oficial do assentamento, é considerado modelo em agroecologia e um dos mais produtivos do Estado de São Paulo.

Para pedir a reintegração de posse, o grupo Abdalla alegava ser proprietário da área.  A usina Ester aparece como parte no processo em função do contrato de arrendamento que mantém com os Abdalla. No recurso, o INSS alega, porém, que havia adquirido o terreno, nos anos 1970, para que o grupo empresarial saldasse dívidas previdenciárias com o Instituto. Em 2005, o órgão transferiu as terras ao INCRA, que as destinou para a reforma agrária, com a criação do PDS Milton Santos.

*notícia atualizada às 22h55, desta terça-feira (29).

Fonte: http://reporterbrasil.org.br/2013/01/justica-suspende-reintegracao-de-posse-do-assentamento-milton-santos/

Reproduzimos abaixo mais um informe do blog do Assentamento Milton Santos.

Convocamos os apoiadores da luta a resistir junto com os companheir@s no Assentamento.

Se o campo não planta, a cidade não janta!

Assentados e apoiadores retornam ao Assentamento Milton Santos e seguem em luta

Os últimos 11 dias foram de intensas lutas para os assentados e apoiadores do Assentamento Milton Santos, localizado em Americana-SP e Cosmópolis-SP. Nesse período ocupamos o prédio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e o Instituto Lula em São Paulo. Nosso objetivo sempre foi o de conquistar a única medida que impede o despejo das 68 famílias e garante a destinação definitiva das terras para a reforma agrária: a assinatura de um decreto de desapropriação por interesse social pela presidenta Dilma Rousseff.

Infelizmente, mesmo após reuniões com diretores do Instituto Lula, Paulo Okamotto e Luiz Dulci, e com o presidente nacional do INCRA, Carlos Guedes, o assentamento continua em perigo. O Decreto não foi assinado pela presidenta Dilma e não há nenhuma medida oficial que suspenda uma possível tragédia. Muitos foram os compromissos verbais de representantes do governo de que o despejo não ocorrerá. Porém, as famílias ainda correm o risco de perderem tudo o que têm a partir do dia 30 de janeiro, quando pode ser requisitada força policial para realização do despejo. Por isso, decidimos desocupar ontem o Instituto Lula e hoje, por volta das 18h, o INCRA para dar início a uma nova etapa da resistência. Seguiremos nossa jornada de lutas em nossa última trincheira, o assentamento Milton Santos. Com esta mesma preocupação, convidamos os companheiros que realizavam greve de fome em frente ao escritório da Presidência da República a suspenderem o seu protesto; eles seguirão conosco para o assentamento e ajudarão a preparar a nova resistência.

Sempre soubemos que esta luta seria dura e que não seria nada fácil obter uma resposta efetiva do governo. Contudo, acreditamos que não saímos derrotados. Com nossas últimas ações, publicizamos o caso do Assentamento Milton Santos, o que possibilitou que uma parcela maior da população tomasse conhecimento do drama em que vivemos.

Nossas atividades em São Paulo revelaram à sociedade que a medida de que precisamos para ter tranquilidade no Assentamento não se trata de uma questão técnica ou jurídica. Ao contrário, as audiências com as autoridades do Incra, bem como a nossa passagem pelo Instituto Lula, nos reforçaram a convicção de que a solução do problema depende de uma opção exclusivamente política a ser tomada pelo governo federal, a quem recairá toda responsabilidade caso uma nova tragédia aconteça.

E mais: as ocupações em São Paulo receberam inúmeras visitas e manifestações de apoio de movimentos sociais, sindicatos, coletivos, partidos, intelectuais e estudantes. Gostaríamos de agradecer o apoio de todos e esperamos que o vínculo que se construiu entre nós não seja quebrado e que um diálogo forte e sincero tenha se iniciado entre aqueles que estão verdadeiramente ao lado dos trabalhadores. Por isso, pedimos a todos os companheiros e companheiras que estiveram conosco nessa luta que nos acompanhem em nossos próximos passos.

Seguimos mobilizados e dispostos a lutar até o fim.
Milton Santos, Resistencia e Luta!

fonte: http://www.assentamentomiltonsantos.com.br/

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